No passado dia 16 de outubro, foi apresentado, no Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, o romance de André Gago, Rio Homem, a que se seguiu a visita à antiga aldeia, presentemente a descoberto.
RIO HOMEM é uma obra de grande fôlego, em que o autor, a partir da sua juvenil e inesquecível visão, nos anos 80, do século passado, da aldeia de Vilarinho da Furna, submersa por uma barragem, nos leva até à guerra civil de Espanha e consequente segunda guerra mundial, ao mesmo tempo que faz um retrato de Portugal, de1939 a 1972.
Muitas obras já foram feitas sobre Vilarinho da Furna, da ciência à ficção, passando pelo cinema e pela poesia. Onde sobressaem nomes como Link, Tude de Sousa, Jaime Cortesão, Orlando Ribeiro, Jorge Dias, Rosado e Delmira Correia, João Machado Cruz, Miguel Torga, António Campos, Fernando Matos, Manoel de Oliveira, entre tantos outros, e, agora, André Gago.
São obras que, cada uma ao seu jeito, muito dignificam a aldeia, o povo de Vilarinho, a ciência e a literatura portuguesa.
Vilarinho da Furna, apesar de submersa, foi e continua ser uma aldeia suficientemente rica para a investigação dos cientistas, a imaginação dos artistas, a inspiração de muitos.
RIO HOMEM é a prova disso.
Obrigado André, o povo de Vilarinho agradece.
http://afurna.no.sapo.pt/RIO%20HOMEM.pdf
Manuel Antunes
A Direção d'AFURNA convida para a apresentação do livro Rio Homem, da autoria de André Gago, a realizar no dia 16 de outubro de 2011, domingo, pelas 15.00 horas, no Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, com moderação de Rui Barbosa http://www.carris-geres.blogspot.com/,
seguida de sessão de autógrafos, da visita ao Museu e à antiga aldeia de Vilarinho, presentemente a descoberto.
http://afurna.no.sapo.pt/Convite.pdf.
Manuel Antunes
RIO HOMEM
“Que grande nome para um rio!” – disse Torga.
RIO HOMEM
“Que grande nome para um livro!” - digo eu -, este romance de André Gago, acabado de ser apresentado, em Lisboa.
Aproveito para felicitar o autor por esta sua obra, cuja trama decorre no palco de Vilarinho da Furna.
Parabéns ao André Gago.
E, já agora, um desafio: porque não programar também uma sessão de lançamento do livro, no Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna?
Para o André, um grande abraço, em nome pessoal e em representação d’AFURNA, a Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, a que tenho a honra de presidir.
http://ler.blogs.sapo.pt/708325.html
Manuel Antunes
Caro Henrique,
Sobre o assunto, penso eu e penso que toda a gente da AMBIO pensa que é
assunto já suficientemente pensado e esclarecido.
Cumprimentos.
Manuel Antunes
NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: "Henrique Pereira dos Santos" <as1075017@sapo.pt>
To: "'Manuel Antunes'" <mantunes@mail.telepac.pt>; "'AMBIO'"
<ambio@uevora.pt>
Sent: Thursday, September 16, 2010 2:40 PM
Subject: RES: [ambio] Vilarinho da Furna está de luto
A indignidade está em pretender diminuir os meus argumentos acusando-os de
ser uma tentativa de vender serviços em vez de os diminuir contestando-os,
como tenho feito com os seus.
Não me viu em lado nenhum dizer que o Manuel Antunes tem estas posições
porque lhe são economicamente favoráveis (e por acaso até acho que lhe são
desfavoráveis porque acho que era possível a afurna ganhar mais dinheiro
vendendo biodiversidade em vez de vender madeira, mas a questão central é
que não misturo os seus interesses económicos, aliás legítimos, com a
defesa que faz das suas ideias, de resto erradas, acho eu).
henrique
Henrique, não se chateie.
Quando escrevi, a propósito do seu modelo de gestão, "vá vendê-lo para outra
freguesia", foi, com é óbvio, em sentido metafórico.
Quanto a "argumentos convincentes", se há algum problema, não é por falta
deles, de parte a parte, mas, tavez já e até, por excesso deles. Que
produzem, naturamente, convicções diferentes. É um direito que assiste à
AFURNA, ou a qualquer pessoa ter convicções semelhantes ou diferentes da
sua. Neste caso, por acaso, a AFURNA até tem convicções diferentes. Onde
está a indignidade?
Manuel Antunes
NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: "Henrique Pereira dos Santos" <as1075017@sapo.pt>
To: "'Manuel Antunes'" <mantunes@mail.telepac.pt>; "'AMBIO'"
<ambio@uevora.pt>
Sent: Thursday, September 16, 2010 9:29 AM
Subject: RES: [ambio] Vilarinho da Furna está de luto
O que eu pretendi discutir foram modelos alternativos de gestão e seus
resultados, não foi fazer propaganda dos serviços que presto.
Aliás, só partindo do princípio de que eu sou completamente estúpido é que
se admite que eu estaria a tentar vender serviços criticando, da forma clara
e linear como o faço, o modelo de gestão que a AFURNA faz do seu património.
Esta mensagem do Manuel Antunes pretende simplesmente desviar a atenção da
discussão dos modelos alternativos de gestão de áreas com valor para a
biodiversidade para um ataque pessoal sem qualquer sentido, dizendo que eu
quero simplesmente vender os meus serviços à AFURNA.
É uma mensagem indigna.
E, como defesa do modelo de gestão da AFURNA, bem demonstrativa da falta de
argumentos convincentes.
henrique pereira dos santos
Olhe que não, Henrique. O que eu escrevi: "Por exemplo, em 2009, fora dos
afloramentos rochosos, a custo zero, fez-se fogo controlado e faixas de
proteção, a um custo médio de 8 euros por hectare" (segunda-feira, 13 de
Setembro de 2010 16:10).
Traduzo: quer isso tão simplesmente dizer que nos afloramentos rochosos não
se gastou nada, como é óbvio; nos outros locais, nesse ano, com o fogo
controlado e faixas de proteção, ficou a uma média de 8 euros por hectare.
Manuel Antunes
NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: <as1075017@sapo.pt>
To: "Manuel Antunes" <mantunes@mail.telepac.pt>
Cc: "AMBIO" <ambio@uevora.pt>
Sent: Wednesday, September 15, 2010 6:24 AM
Subject: Re: [ambio] RES: RES: Vilarinho da Furnaestá de luto
quem falou em custo zero a oito euros por hectare foi o manuel, eu só
fiz uma piada inofensiva com o seu lapso.
Não tenho dúvidas de que a afurna tenha pago integralmnente à
associação florestal. O que acontece é que os custos dos serviços das
associações são deflaciondos pelo apoio que o Estado lhes dá.
Só isso.
henrique pereira dos santos
O Henrique Prereira dos Santos anda mesmo obcecado. Não se pode dizer uma
palavra sobre Vilarinho da Furna, que ele salta logo com insinuações de
baixo nível. E começa (continua) a não dizer coisa com coisa.
Limitei-me a fazer um elogio aos técnicos com quem a AFURNA tem trabalhado
na prevenção dos incêndios e lá vem ele: "Eu já tinha estranhado o custo
zero de oito euros por hectare..."
Alguma vez pode haver custo zero de oito euros do que quer que seja?
Parvoice.
Por outro lado, aconselho-o a não apostar "que pagaram também parte da
equipa técnica da Associação florestal", porque perde. É que a AFURNA pagou
integralmente à referida equipa. Tudo na mais estrita legalidade.
E não me venha com a demagogia dos contribuintes. Por acaso os antigos
habitantes de Vilarinho da Furna não são também contribuintes? E a própria
AFURNA, que até paga IMI (ex-Contribuição Autárquica) pela barragem de
Vilarinho da Furna, não é contribuinte?
Manuel Antunes
NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: "Henrique Pereira dos Santos" <as1075017@sapo.pt>
To: "'Manuel Antunes'" <mantunes@mail.telepac.pt>; "'AMBIO'"
<ambio@uevora.pt>; "'Paulo Alexandre Martins Fernandes'" <pfern@utad.pt>
Sent: Tuesday, September 14, 2010 1:43 PM
Subject: RES: [ambio] RES: RES: Vilarinho da Furna está de luto
"Em Vilarinho da Furna, desde há dois anos a esta parte, temos trabalhado,
para os fogos controlados e limpeza de matos, com uma excelente equipa
(passe a publicidade) da Associação Florestal do Cávado, com a supervisão
dos extraordinários Técnicos do Parque Nacional da Peneda-Gerês."
Eu já tinha estranhado o custo zero de oito euros por hectare, mas tanto
quanto percebo custo zero quer dizer apenas custo zero para a AFURNA porque
pelos vistos os contribuintes pagaram o acompanhamento (os técnicos do PNPG,
parece que afinal o parque faz alguma coisa) e aposto que pagaram também
parte da equipa técnica da Associação florestal.
Não estou a dizer que discordo, bem pelo contrário, mas é apenas para
esclarecer como se chega a valores de limpeza de matos de oito euros por
hectare: socializando os custos e privatizando os proveitos.
henrique pereira dos santos
O Henrique ainda não percebeu que a AFURNA não está interessada no seu
modelo de gestão para nada. Se faz favor, vá vendê-lo para outra freguesia,
onde lhe paguem melhor por ele.
Era só o que faltava recebermos conselhos de quem, relembro, tem o desplante
de afirmar "Só que aqui chegados devo dizer que então, como me tenho cansado
de dizer, o problema dos fogos não existe nem Vilarinho está de luto" (HPS,
Tuesday, September 14, 2010 11:50 AM). E se não existe em Vilarinho, como é
que existe o problema do fogo em Portugal? Se um dia lhe arder a casa,
talvez comece a perceber que, afinal, é capaz de haver um pequeno problema
com o fogo por estas bandas.
Continue lá com as suas parafernálias à vontade, que a AFURNA continuará
aconselhada e devidamente assessorada por alguém que, nessa matéria, e não
só, considera melhor habilitado que o Henrique Pereira dos Santos.
Manuel Antunes
NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: "Henrique Pereira dos Santos" <as1075017@sapo.pt>
To: "'Manuel Antunes'" <mantunes@mail.telepac.pt>
Cc: "'AMBIO'" <ambio@uevora.pt>
Sent: Tuesday, September 14, 2010 1:21 PM
Subject: RES: [ambio] Vilarinho da Furna está de luto
"O Henrique insurge-se contra o tomar medidas para evitar (tanto quanto
possível) os incêndios. Eu insurjo-me contra essa parafernália para os
apagar e fazer política à custa deles. São gostos... e não só."
Eu presumo que o Manuel sabe ler.
Portanto o que aqui diz não é com certeza por não ter lido o que escrevo
(doutra forma não me respondia) mas sim porque como não consegue explicar a
lógica de gestão da Afurna para o monte de Vilarinho e não tem argumentos
para responder em concreto ao que propuz (ganhar dinheiro com o fabuloso
capital natural que tem entre mãos em vez de perseguir um fantasma
produtivista deficitário e dependente de ajudas externas), quer desviar a
convesa atribuindo-me posições que sabe perfeitamente que não tenho.
Não me tenho cansado de chamar a atenção para o excesso de dinheiro posto no
combate (coisa que o Manuel efectivamente não faz, aproveita cada fogo e
cada oportunidade para dizer que os recursos deviam era estar na sua mão e
não na mão do Estado, mas nunca discute aplicações alternativas para os
recursos existentes).
É completamente ridículo, depois de tudo o que tenho escrito sobre controlo
de combustiveis escrever a frase que citei.
É completamente ridículo, depois do que tenho dito sobre os fogos
controlados (relativamente pouco porque é uma coisa adquirida, pelo menos em
tese) e sobre o uso de cabras e sobre a necessidade de encontrar economias
que tornem sustentável a gestão de combustiveis escrever a frase que citei.
Se quiser ler mais um bocado, vá ao site ver o que faz a ATN com
incomparavelmente menos recursos que a Afurna, e numa situação muito mais
desfavorável. E esteja à vontade porque é trabalho é de outros, não é meu, e
no que diz respeito à gestão do fogo até tenho algumas divergências
importantes com a direcção da ATN. Mas vá lá e perceba que há alternativas.
Não precisa de viver permanentemente em guerra com tudo e todos para sacar
dinheiro ao Estado, o capital que tem entre mãos é rentável desde que a
AFURNA (a sua direcção, evidentemente) se disponha a deixar-se de usar estes
truques baixinhos como o que usou para me encostar aquela que é a verdadeira
posição da AFURNA: fazer estradas, fazer povoamentos, fazer pontos de água,
fazer operações de silvicultura preventiva, gerir equipas de sapadores,
etc., para obter uma produção que não paga os gastos se pelo meio não se
conseguir sacar o suficiente dos contribuintes à custa do fadinho da
tragédia.
Ora essa posição é exactamente a mesma das pessoas que têm tomado decisões
sobre os fogos e as florestas.
De forma sistemática, pública, visível tenho contestado essa política, pondo
sempre a tónica na gestão de combustiveis e reduzindo os fogos à sua real
dimensão (que é grande do ponto de vista económico em especial para a
fileira do pinho, e menos para as outras fileiras florestais, mas isso é um
problema ds operadores económicos dessas fileiras, não é um problema do
contribuinte, e que é grande do ponto de vista do alarme social mas que tem
uma importância mais que marginal para a conservação).
Não me faltava mais nada que agora estar a ouvir um digno representante da
velha escola de ganhar dinheiro com o pinho, privatizando os lucros e
socializando os prejuízos a tentar inverter as posições de cada um na
discussão.
Retórica está bem (de maneira geral é fraca mas quem dá o que tem a mais não
é obrigado), mas má-fé dispenso.
henrique pereira dos santos
Olá Paulo,
Obrigado pelo contributo.
Em Vilarinho da Furna, desde há dois anos a esta parte, temos trabalhado,
para os fogos controlados e limpeza de matos, com uma excelente equipa
(passe a publicidade) da Associação Florestal do Cávado, com a supervisão
dos extraordinários Técnicos do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Manuel Antunes
NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: "Paulo Alexandre Martins Fernandes" <pfern@utad.pt>
To: "AMBIO" <ambio@uevora.pt>
Sent: Tuesday, September 14, 2010 8:38 AM
Subject: Re: [ambio]RES: RES: Vilarinho da Furna está de luto
Henrique,
No território sob gestão pública o fogo controlado expande-se na presença de
serviços florestais (ou de gestão de áreas protegidas) com forte capacidade
operacional, como nos EUA e Austrália, e que deixámos de ter há mais de 20
anos. Em áreas privadas requer gestão profissional da floresta e a
existência de empresas que prestem o serviço de queima, como na Florida
(apesar dos serviços do estado também desempenharem um papel importante).
Creio que com a capacidade de intervenção actual se poderia chegar aos 5000
ha anuais, num ano com condições meteorológicas favoráveis, o que nos
colocaria a par de França, onde a área de f.c. por vezes supera a área de
incêndio. Se o nosso dispositivo de combate a incêndios soubesse tirar
partido da gestão de combustíveis (o que não sucede actualmente) creio que
com 20 a 30 mil ha de f.c por ano conseguíriamos bons resultados. Note-se
que na região do Mundo com melhor desempenho no que toca a evitar grandes
incêndios (SW Austrália) a área anual de f.c é cerca de 4x superior à
superfície percorrida por incêndios. Independentemente dos recursos
financeiros disponíveis, os obstáculos mais óbvios à expansão do f.c. são os
poucos técnicos a operar (talvez cerca de 10% do nº total de técnicos com
formação específica para queimar) e o reduzido nº de planos de queima que
são submetidos.
P. Fernandes
Informações
De Vilarinho da Furna à Aldeia da Luz...
Incêndio em Vilarinho da Furna
Livro sobre Vilarinho da Furna
Ambiente
Academia
APD - Ass. Port. de Demografia
Sociologia - Página dos Alunos
Cultura
MINOM - Movimento Internacional Para uma Nova Museologia
Política
Vários